Sinais de perdão e graça (Js cap. 19 e 20)

 

Após a conclusão da divisão das terras conquistadas entre as tribos de Israel, conforme relatada no capítulo 19, o capítulo 20 nos fala sobre as cidades de refúgio. Você já ouviu falar da Lei de Talião?

Essa lei é encontrada no código do Rei Hamurabi, e consiste em um conjunto de leis da antiga mesopotâmia. Conhecida como “olho por olho e dente por dente”, essa lei primitiva estabelecia que um agressor deve sofrer o mesmo dano que causara a alguém. Essa lei aparece em vários textos bíblicos, já que era praticado por todos os povos da mesopotâmia, incluindo os hebreus, que deram origem à nação de Israel.

“Mas, se houver danos graves, a pena será vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, contusão por contusão. ” (Ex 21: 23-15)

“Não tenham piedade. Exijam vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.” (Dt 19:21)

Quando uma pessoa era assassinada e um parente seu encontrasse o assassino, devido à lei de talião, o parente era obrigado a matar o assassino. Esse direito de vingança poderia ser executado por um parente ou por outra pessoa da mesma tribo do morto. Esse era um costume perigoso, já que abria um precedente para um ciclo interminável de assassinatos e vingança, gerando brigas sangrentas e intermináveis.

Para controlar e evitar isso no povo de Israel, e também para conscientizá-los sobre a santidade da vida humana, sobre graça e perdão, Deus ordenou que fossem instituídas cidades de refúgio. Quando uma pessoa matava alguém acidentalmente, ela poderia fugir e abrigar-se em uma dessas cidades obtendo proteção. Porém, antes de entrar na cidade, um grupo de juízes, geralmente anciãos, avaliaria o caso para comprovar que a morte fora acidental antes de receber o culpado (Js 20:4). O assassino deveria então viver na cidade até que o sumo sacerdote morresse. Depois, poderia sair dela, voltar para a sua família e recomeçar a sua vida. Era uma espécie de prisão domiciliar, que poderia tornar-se perpétua dependendo do quanto vivesse o sumo sacerdote.

Porém, Jesus ensinou aos israelitas e a nós uma nova perspectiva sobre a primitiva lei de Talião: a perspectiva da graça e do perdão.

"Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’.  Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa.  Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas.” (Mt 5:38-41)

E você? Já aprendeu a aplicar a graça e o perdão sobre a vida dos que lhe fizeram mal? Lembre-se de que a escolha de Jesus foi perdoar todos aqueles que O recebem como Senhor, e Ele nos ordena que também ofereçamos perdão àqueles que nos feriram.

“Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.  Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso! E se vocês saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês.” (Mt 5: 43-48)

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