Conta as bênçãos (Js cap. 3 e 4)
Continuando
a nossa meditação no livro de Josué, hoje falaremos um pouco sobre os capítulos
3 e 4. Esses capítulos tratam, respectivamente, sobre a travessia do Jordão e o
Memorial das doze pedras.
Como
já mencionei em nosso estudo anterior, Josué foi levantado por Deus para
completar o propósito iniciado com Moisés de estabelecer Israel em sua própria
terra. Ele deveria liderar o povo na conquista de Canaã.
O povo
que saiu com Moisés do Egito desagradou ao Senhor cometendo muitos pecados,
entre os quais estavam a idolatria, a murmuração, o descontentamento e até
mesmo o ceticismo em relação à promessa de Deus. Devido à estas atitudes, o
grupo peregrinou pelo deserto durante 40 anos. Habitou em tendas, construiu o
tabernáculo, alimentou-se do maná e viu Deus suprindo todas as suas
necessidades. Contudo, seu coração continuava cético e ingrato. Deus então
decidiu que aquela geração não entraria na terra prometida. Apenas seus filhos
e netos teriam esse privilégio. O livro de Deuteronômio é uma repetição da lei
para essa nova geração, os preparando para estabelecer-se em sua nova terra.
O capítulo
3 do livro de Josué relata como Deus abriu as águas do rio Jordão para que o
povo pudesse atravessá-lo em terra seca. Um milagre semelhante já havia
ocorrido quando Deus abriu as águas do mar vermelho para que o povo finalmente
saísse do Egito, escapando de faraó e de seu exército. Agora, Deus o repetiu,
mostrando seu poder aos jovens Israelitas e confirmando a liderança de Josué
(Js 3:17).
·
Josué
ordena ao povo que se santifique (Js 3:5): mais uma vez vemos que servir a Deus
requer santidade.
·
A
arca da aliança, que representava a presença de Deus, deveria ir na frente do
povo (Js 3:6): seja qual for a nossa missão ou propósito, o Senhor deve estar à
frente e devemos seguir sua direção.
No
capítulo 4, Deus faz algo que é encontrado várias vezes em sua palavra: cria um
memorial para que o povo não se esqueça de tudo o que ele já fez. Infelizmente,
é muito comum que nós humanos nos esqueçamos de todas as bênçãos que já
recebemos quando estamos passando por tempos difíceis. Porém, devemos seguir o
exemplo do profeta Jeremias, que declarou, mesmo em meio à tantas dificuldades:
“Todavia, lembro-me
também do que pode dar-me esperança:
Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as
suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a tua
fidelidade! Digo a mim mesmo: A minha porção é o Senhor; portanto, nele porei a
minha esperança”. (Lm 3: 21-24)
Lembro
de um hino tradicional cristão antigo chamado Conta as bênçãos. Tanto em horas boas quanto em horas difíceis, em
todo tempo devemos nos lembrar de tudo que Deus já fez por nós e compartilhar
com outras pessoas. Isso renova a nossa fé, fortalece a nossa esperança e nos
dá a certeza do amanhã.
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